[ O que é Isto? ]

Apenas um lugar para escrevermos o que "der na têlha". Histórias, piadas, acontecimentos históricos, acontecimentos absurdos, acontecimentos históricos, absurdos e inesquecíveis, palhaçadas, resenhas (as pequenas e as monstras), as biritadas (as pequenas e, principalmente, as monstras) e tudo mais que tenha a ver conosco, estudantes de JORNALISMO!

[ Como somos? ]

Somos animados, agitados, resenheiros, baladeiros, inteligentes, conversamos demais, resenhamos mais ainda, gostamos de uma farra, uma brincadeira, uma troca de idéias, tomar uma no Bar de Mãe e.... tudo isso... e apenas ACABAMOS DE NOS CONHECER.. Daí ce tira!


[ Bares favoritos: ]

Bar de Mãe!!!! Com certeza existem outros... Mas estes seram evidenciados depois..



[ Resenhas já acontecidas: ]

Dia 23 de Março: Primeiro encontro do pessoal na UTI do Caldo!!

Dia 1º de Abril: Biritada no Bar da Paçoca depois da aula!

Dia 5 de Abril: Trote dos Calouros (ou seja, nós!) e aniversário de nosso querido amigo, Thiago César!

Dia 17 de Abril: Calourada de Jornalismo no Dorian Gray!



jornaleku(s) nerdando

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[Segunda-feira, Outubro 03, 2005]

Referendo já...e desarmamento também!

Segundo o Dicionário Aurélio, Referendo é ¿direito que têm os cidadãos de se pronunciar diretamente a respeito das questões de interesse geral¿. Com base nessa noção, configura-se louvável a idéia governamental de convocar a população brasileira às urnas para definir um assunto amplamente necessário à garantia do bem-estar social da nação: a questão da manutenção ou da proibição da comercialização de armas de fogo no Brasil.

Os partidários da manutenção da comercialização de tais artefatos defendem que a proibição, caso se confirme, só irá prejudicar a sociedade brasileira, uma vez que esta ficará mais dependente do mal-sucedido controle estatal em relação à segurança pública. Além disso, acreditam que ocorrerá maior marginalização da população civil perante o ¿poder paralelo¿: traficantes, assaltantes, enfim, criminosos.

Porém, esse pensamento contrário ao desarmamento da população constitui-se em equívoco. Primeiramente, porque é dever do Estado, segundo a legitimidade constitucional do país, garantir ou lutar pela garantia da segurança pública para o seu povo; assim, o cidadão comum não pode querer se comportar como ¿polícia¿ e achar que cabe a si a tarefa de interferir num assunto de competência governamental, uma vez que o posto de ¿autoridade¿ se conquista com a democracia (existente atualmente no Brasil), consolidada a partir do debate ideológico entre as camadas diversas da população acerca de seus interesses e aspirações socioeconômicas. Logo, é preferível que a ordem nacional seja estabelecida a partir da racionalidade (defesa ideológica) em detrimento de algo inútil comparável ao tipo instrumental usado pelo homem na época da Pré-história, quando ele ainda não tinha desenvolvido com profundidade suas habilidades psicomotoras: o uso da arma.

Com relação ao ¿poder paralelo¿, este certamente ficará ameaçado pela Polícia na medida em que o Governo Federal crie mecanismos rígidos de investigação referentes à circulação de armas no país, o que, teoricamente, se restringirá ao âmbito da Polícia e das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica). Mesmo que isso não aconteça, de qualquer modo o porte de armas por criminosos se tornará limitado e passível de maior fiscalização. É lógico que, nesse ponto, a questão do tráfico de drogas no país é agravante e complexa, até porque a comercialização de entorpecentes agrega, infelizmente, alto valor financeiro ao remetente de tais produtos; mas se o Governo ¿fechar o cerco¿ a favor do desarmamento e vigiar melhor as fronteiras territoriais do país, de onde muitos produtos considerados ¿ilícitos¿ conseguem penetrar em solo brasileiro, certamente o ¿tráfico¿ exercerá menor influência política sobre a população urbana.

O principal ponto a ser debatido a respeito do Referendo pelos oposicionistas ao desarmamento é que tal fato impedirá a livre manifestação de movimentos sociais de protesto (por exemplo, movimentos agrários dos sem-terra e urbanos de classes ou grupos sociais marginalizados, como estudantes e sindicalistas em geral). Porém, tal argumentação é infundada, uma vez que a maior parte desses movimentos populares é realizada de forma pacífica e visando à promoção do diálogo com os representantes governamentais, pois a função dos protestos (em sua grande maioria) é lutar pela defesa da causa própria de um agrupamento social, o que não possui um caráter anárquico.

Tal constatação revela que, se o porte de armas fosse sinônimo de ¿ordem e poder¿, os Estados Unidos, na condição de atual superpotência econômica e militar do planeta, jamais teriam fracassado na tentativa de ocupar o Iraque e governá-lo. Além disso, voltando no tempo, percebe-se que a Revolução Francesa, marcada pelo simples ato revolucionário de difusão das idéias de ¿liberdade, igualdade e fraternidade¿, teve mais sucesso, a ponto de promover uma ruptura histórica do Poder feudal e absolutista no continente europeu e a ascensão imediata da burguesia e do seu ideal capitalista ao comando do Estado e dos meios de produção. Portanto, é evidente que a melhor solução para o problema da violência no Brasil é a instituição do desarmamento através de lei a ser cumprida pela sociedade brasileira e que a melhor ¿arma¿ de um povo para combater o autoritarismo espontâneo e irracional do Poder é o uso da sua ideologia.


Rodolfo Carvalho ¿ 29/09/2005




por Lalá Fernandes * 12:18 PM
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[Sábado, Setembro 03, 2005]

Quase mulher

Dois corpos,
Um quarto,
Uma agonia.
Toco seu sexo virgem.
Um suspiro que arrepia.
Vou devagar, procuro senti-la.
Quente é o seu corpo, ofuscante seus olhos.
Muito cuidado!
E meus dedos penetram seu vulcão
Devagar, com carinho e paciência...
Um rio de magma quente corre por suas pernas,
Mas ainda não é mulher.

Beijo-lhe a boca,
E sinto sua língua arquejar.
Sua respiração mais ofegante,
Seus pêlos ouriçados.
Passeio com a outra mão pelas curvas de seu corpo,
Chegando aos seios.
Toco-os, beijo-os e chupo-os com intensa vontade.
Cada poro de sua pele exala um doce perfume,
Um cheiro singular, um leve cheiro de sexo.
Está preparada, pronta!
Mas ainda não é mulher.

Como uma leve pluma caímos na cama,
Aos beijos e toques suaves.
Seus olhos me pedem para adentrá-la com voracidade.
Eu, cuidadoso espero...
Espero pelo momento certo.
Com uma simples virada nos encaixamos.
Eu por cima ela por baixo.
Começamos a árdua jornada devagar.
Estou sentindo-a centímetro por centímetro,
Com o máximo de cuidado para não machucá-la.

Fundimos os corpos,
Contrariando as leis da física.
Somos dois em um,
O encaixe perfeito.
No ápice do enlaçamento,
Sinto forças internas que me puxam para dentro dela.
Soa um gemido desafinado.
Suas unhas rasgam as minhas costas,
Seus dentes devoram meus lábios.
Acompanho o desafino,
E juntos chegamos a orgasmos do empíreo.
Sinto uma avalanche que escorre e molha o lençol,
Agora sim é mulher.

Antônio Freire





por Lalá Fernandes * 1:51 PM
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[Quinta-feira, Julho 07, 2005]

Embriagado de Desejo


Embriagado de desejo
Proclama o meu EU.
Canta o vento na janela.
Desfaz o desejo de Deus.

Na saúde ou na doença,
Na riqueza ou na pobreza.
Amar, ser feliz, viver.
Nestes três copos da vida desejo beber.

Desejo me embriagar com o mais puro mel,
Desfrutar dos prazeres da carne, da vida, beber o féu.
Cortejar todas as ramas, todas as amas, todas flores.
Amar meu jardim, minhas mulheres, meus amores.

E desejo me embriagar com o perfume de mulher.
E desejo me embriagar com o mais puro dos vinhos.
Sentir a essência da vida mundana,
E, nas horas seguintes, acordar nos braços de uma dama.

Fazer poesia na areia fria,
Sentir a lua num céu sem luar.
Viver a vida como tem que ser vivida,
Beber o mar até me afogar.

Eu desejo viver vivo!
Embriagado pelas coisas boas da vida.
Vivendo uma vida boa ou sofrida,
Embriagado até arquejar.

Antônio Freire


por Lalá Fernandes * 12:47 PM

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[Quarta-feira, Junho 29, 2005]

O que precisa mudar não é a educação, mas quem a conduz

É no mínimo engraçado, o governo propor que a universidade seja vinculada a um processo de emancipação nacional, produzindo conhecimento, ciência, tecnologia, cultura, valores humanísticos a fim de promover a superação das dependências nas mais variadas searas da sociedade. Além de piada, é uma piada de mau gosto.

O que se pode dizer de uma universidade dentro de um shopping? Claro que não se trata de uma universidade pública. Claro que não. Trata-se de uma universidade comercial. Que vende ensino. Vende cultura, ciência, tecnologia, conhecimento. Como esperar que haja um Sistema Federal de Ensino Superior com instituições desse porte? Como conter a crescente privatização do ensino superior se a universidade pública não atende a população como deveria? Do jeito que se encontra o ensino superior, ele cumpre seu papel social vendendo ensino. Quando isso é uma obrigação do estado.

O Conselho Nacional de Educação (CNE), que define as políticas de educação superior, está nas mãos, majoritariamente, de donos de instituições de ensino superior. Qual visão eles vão defender? A deles claro. O que eles acham que é função social? Formar jovens para o mercado de trabalho? Formar cidadãos? O que pensar de instituições que se notabilizam por corrupção? Por outro lado, como manter um professor numa universidade que não reconhece seu valor? Que não lhe paga o devido? Os professores deveriam ser os profissionais mais bem remunerados da sociedade, já que contribuem diretamente pela formação da sociedade.

Políticas diferenciadas para as mais diversas regiões é uma exigência tão óbvia quanto à de que o estado democrático é imagem da sociedade. Somos diferentes, temos que receber atenção diferente. Regiões pobres merecem mais investimentos, não só no ensino superior, mas desde sua base, já que melhorar só o nível superior não adianta de nada. A melhoria tem que vir de baixo para cima.

O retrocesso para os estudos de formação geral é lastimável. Vai de encontro a tudo que é proposto para melhorar o ensino, já que engessa o conhecimento. Fusão de ensino é diminuição de qualidade, de conhecimento. A cada dia que passa a necessidade de conhecermos mais é evidente, mas ao contrário disso, a proposta do governo é de regredir. Tirar o conhecimento. Produzir um meio-profissional.

Nada do que foi exposto é assustador, não causa surpresa. Quando se tem no comando do país um governo que lutou pela igualdade social, mas que quando chegou ao poder se entregou à corrupção, venda e compra de interesses, tudo é altamente normal. Um governo que prometeu investir no social e está mais preocupado em promover a auto-imagem, vender seu peixe, enriquecer. Pobre da sociedade, que como eu, ajudou a eleger um grupo que achávamos estar levando o país a algum lugar. E está levando, só não sabemos que lugar é esse. É algum lugar. Triste é ver que o ensino é tratado como mercadoria, que professores se escoram nos alunos, que por sua vez se escoram uns nos outros. Ta ruim? Ta bom assim. Pra que comprar briga? Pra que denunciar professores falsários? Pra arrumar confusão? Não vale a pena, melhor ser um profissional medíocre. Simplificar um jornalista a comunicador é nos igualar a um Faustão, a um Gugu. Que se preocupam com o ibope, com o que está entrando, verba. Mas afinal, não é nisso que está se tornando a educação no país? Será que se eu oferecer R$ 10.00 a um professor medíocre ele se esforça mais? Vergonha é o que sinto quando vejo ao que foram reduzidos nosso ensino e nossos governantes: meras marionetes do capitalismo.

Hugo Leonardo, estudante do 4° período de jornalismo, UFRN




por Lalá Fernandes * 2:24 AM
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[Terça-feira, Junho 07, 2005]

BRAZIL: Que País É Esse?

"Nas favela, no Senado, sujeira pra todo lado...
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação!..."


Essa música da banda Legião Urbana pertenceu aos anos '80, mas pode perfeitamente ser transposta para a realidade atual, na qual o Brasil ainda vive as mesmas mazelas sociais, políticas e econômicas que o assolaram num período que, não por acaso, ficou conhecido como a "década perdida".

Até hoje vivemos num país marcado pela desigualdade social como conseqüência da má distribuição de renda e da falta de um ensino público de qualidade e eficiente no combate à evasão escolar e ao analfabetismo. Isso porque, para um país se desenvolver sócio-economicamente e "andar pra frente", precisa ter uma economia estável e justa; além de uma educação pública que valorize a relação professor/aluno, pois não cabe ao mestre apenas explicar conteúdo e cobrar seu mísero salário no final do mês, mas interagir com o aprendiz de modo que o conhecimento seja construído pela troca de informações entre as partes.

A infra-estrutura de transporte, saúde e habitação precisam ser garantidas. Como pode a economia brasileira crescer se o país não possui estradas e ferrovias em bons estados de conservação para escoar a produção até os portos, de onde será exportado!? Mais que isso, é preciso investimento em hidrovias para transporte de cargas, uma vez que não poluem e têm custo menos para o Estado na manutenção de equipamentos. A saúde só poderá ser considerada verdadeiramente pública quando o país garantir à sua população carente um sistema de habitação decente (com água encanada, esgotamento sanitário e serviço regular de luz e energia). Por que o Poder público não investe mais em saneamento básico? Quero só saber o porquê, já que um estudo da OMS (Organização Mundial da Saúde) atestou que, em valores de Real, para cada um real investido em saneamento, são economizados cinco reais em gastos com Saúde pública. Será por causa da corrupção que "contamina" a Política nacional?

"...Terceiro Mundo se for piada no exterior
mas o Brasil vai ficar rica, vamos faturar um milhão
quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão..."


Esse trecho da música, ao ironizar a "venda" dos índios, provavelmente quer dizer que a identidade cultural brasileira está perdendo suas raízes ao dizimar os costumes indígenas. Também, o nosso país está recebendo influências norte-americanas em demasia na cultura. A "Terra do Tia Sam" contagia os brasileiros através da música (pop e rock), da moda (popularização do uso de jeans), da alimentação (hábito contemporâneo de comer em fast-foods) e da sua política imperialista que leva o Brasil a adotar estrangeirismos que prejudicam a originalidade da nossa língua portuguesa: "stand", "ticket", "know-how" e "delete" são apenas alguns exemplos disso.

Ainda espero o dia em que alguém me pergunte "Que país é o Brasil" e eu possa responder, com muito orgulho, que é uma nação da justiça social e da economia forte e estável, onde a corrupção não tem vez. Enfim, desejo um BRASIL mais justo e digno para os seus habitantes; não um BRAZIL que seja oprimido e calado diante das "incapacidades" do Poder público.


PS: Esse artigo é uma homenagem à banda Legião Urbana e ao saudoso cantor Renato Russo.

Rodolfo Hugo Alves Carvalho - Jornalismo 2005.1



por Lalá Fernandes * 5:37 PM
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[Segunda-feira, Maio 23, 2005]

Natal, 20 de maio de 2005, à uma hora da manhã.

Depois de conversar com meu íntimo pessoal.
E talvez tentar solucionar o meu dilema.
Eis que me aparece este poema.
Cuja composição me parece um desordenado de idéias.

Mais confuso que a vastidão de uma colméia,
Sem abelhas, sem operários, sem calor.
Vivendo num mundo desolado.
Padece o poeta de amor.



Por que sempre chegas de repente?


É no silêncio da noite,
Na calmaria da madrugada.
Saltam-me para o papel os pensamentos,
Corrói-me a alma o sentimento.

Ardiloso, cruel e vital,
Duelo do doce e do salgado.
Vida vivida no amargurado.
Tristeza, aflição e paz!

Destruidor, malvado e nefasto!
Culpado pelos corações em pedaços.
Destina-te a todos, ou somente aos fracos?

És ó amor, meu sentimento de culpa.
Essência que invade minh`alma adulta.
Destruidor do grande centro da razão.

***

Antônio Freire, 19 anos.




por Lalá Fernandes * 12:27 AM
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[Terça-feira, Maio 17, 2005]

Da vida e da morte...

- A dor da vida. A alegria da morte.
- A vida é o que nós fazemos dela.
- O que nós fazemos da vida, da morte?
- Com a morte, nada fazemos. Ela é quem faz conosco.
- A morte é um momento da vida ou a vida é um momento da morte?
- Morte e vida se completam e, ao mesmo tempo, se repelem.
- A vida é começo? Morte é fim?
- A vida é uma linha complexa e infinita, pois não percebemos seu começo, nem tampouco seu fim.
- Morte e vida são recomeços. Sera a morte vida e a vida morte em planos diferentes?
- Morte e vida estão entrelaçadas de tal maneira que é impossível distingüí-las uma da outra. Só as percebemos individualmente quando ocorre a transição de um estado para outro: quando alguém nasce ou quando alguém morre.
- Seriam as transições nascimento-morte e morte-nascimento, transições entre dois mundos?
- Se forem, então a existência é contínua e infinita, apenas mudando de um estado espiritual para um material, ou vice-versa. O que é melhor do que acreditar que toda a nossa existência se extingüe quando o nosso coração pára.


Diálogo entre dois jornalixos durante uma aula na faculdade. Professores, aviso: nem todo cochicho é fofoca.



por Lalá Fernandes * 7:58 PM
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[Quarta-feira, Maio 11, 2005]

24 Anos Sem o Rei;
"Se vocês saõ uma grande árvore, somos o pequeno machado afiado para cortá-la" (Bob Marley)

Há exatos 24 anos falecia em Miami, vítima de um câncer generalizado, Robert Nesta Marley, o qual durante seus 18 anos de carreira rompeu com a estrutura imperialista dos paises ricos, através de canções que trazem em seu conteúdo uma mensagem espiritual de paz, amor e reivindicação social.

Marley teve uma infância de garoto pobre, criado pela mãe (Cadella Malcolm) e filho de pai bastardo (Norval Marley), cresceu no gueto de "Trench Town" (Cidade do Esgoto), em Kingston, e lá ainda muito jovem tomou gosto pela música. Junto com Bunny Livingstone, Peter Tosh, Junior Braithwaite e dois backing vocals, Beverly Kelso e Cherry Smith, no final de 1963 lançou o primeiro sucesso, "Simmer Down", que em janeiro de 1964 já era a música mais tocada nas rádios de toda a Jamaica. Dois anos depois se casou com Rita Marley com quem teve quatro filhos. Com um jeito novo de fazer música e embalados por uma mistura de sons africanos com o rítimo Ska, Marley e seus companheiros ficaram a um passo do sucesso.



O reggae explodiu para o mundo no final de 1960 e durante toda década de 70 foi ouvido e criticado nos quatro cantos planeta. Marley seguiu sua triufante carreira levando a todos a sua mensagem espiritual de paz, amor e preocupação com as questões sociais vigentes nos paises em desenvolvimento. Como era muito influente com a massa, foi vítima de uma tentativa de assassinato em 1976 quando se negou a prestar apoio político para grupos contrários que disputavam as eleições presidenciais na Jamaica. Após o atentado Marley passou dois anos alternando residência entre Londres e Miami. Somente em 1978 ele retorna à Jamaica para participar do Concerto da Paz, onde foi bem recebido e onde conseguiu um feito histórico. Juntou no palco em que tocou os políticos que dois anos antes buscavam seu apoio e os fez apertar as mãos. Com essa atitude Marley colocou um ponto final no impasse que havia começado dois anos antes.

Mas infelizmente sua luta triunfal só prosseguiu por mais três anos. No dia 11 de maio de 1981, aos 36 anos, o mundo perdia Robert Nesta Marley, acometido por um câncer que começara com uma ferida mal curada no dedo maior do pé direito. Seu corpo foi levado à Jamaica para ser velado no National Stadium, em Kingston, onde foi visitado por milhares de pessoas. Marley foi a óbito deixando para o mundo todo um legado lutas, protestos, amor e paz espiritual. Ainda hoje suas canções são lembradas e cantadas como símbolo de luta contra a repressão.


Por: Antônio Freire

FONTES:

- Bob Marley por ele mesmo, Marco Antônio Cardoso. Ed. Martin Claret.
- Legend Dvd
- www.surforeggae.com.br



por Lalá Fernandes * 1:18 AM
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[Domingo, Maio 08, 2005]

Há aproximadamente um mês, durante o trote da faculdade, não pude deixar de observar as figurinhas franzinas com quem dividi os sinais de trânsito da suntuosa Av. Eng. Roberto Freire. Todos sem exceção pareciam ser da mesma família, não sei se é por causa das roupas que eram muito parecidas, ou se porque eram todos da mesma cor, tinham as mesmas feições, não sei... O que pude avaliar no momento é que todos eram filhos do mesmo pai e da mesma mãe, a estratificação social. Partindo dessa premissa, num instante de reflexão profunda, lembrei das figurinhas franzinas com que dividi os semáforos naquela quente tarde de abril e resolvi fazer minha análise pessoal a respeito do assunto. Aos colegas franzinos dos sinais dedico esta reflexão.

(Texto para reflexão)
Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo...


Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo...
Parado em uma realidade totalmente incomum, abstrata. Largado nas ruas, viadutos, praças, marquises e sinais de trânsito. Totalmente desassistido pelas autoridades ¿competentes¿, à deriva do destino sombrio que o aguarda...

Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo...
Parado de pés descalços com uma lata de cola na mão, trajando farrapos, com fome, sede, frio e dor, sem escola, sem carinho, sem futuro, sem amor... Abandonado desde de pequeno sem um referencial; jogando um jogo onde ele sempre é a caça, a derrota da derrota, a escória da escória...

Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo...
Mendigando nas ruas míseros centavos à procura de uma realidade que não existe, drogado, esquecido, mal amado, sujo, fétido, doente, extremamente denegrido, julgado pela sociedade que o cerca e que o forma.

Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo...
Cometendo crimes achando que esta é a escolha correta, com uma arma em punho, assaltando, matando, estuprando, sobretudo, tentando sobreviver a esse repugnante sistema que a cada dia segrega mais.

Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo...
Estagnado, mofando dentro da cela de um presídio... Fazendo talvez uma pós-graduação no submundo do crime, enfim, eu vi o tempo que os livros tentam contar, mas que não sai nas estatísticas do governo municipal, estadual e federal.

Eu vi um menino correndo, eu vi o tempo...
Morto com seu corpo estendido na calçada fria, seu sangue correndo pela vala do canteiro e descendo bueiro abaixo, seu rosto difamado com a verdadeira face do Brasil.

Eu vi outro menino correndo, eu vi o tempo...
Repetir-se há 500 anos e ninguém tomar uma providência.
Eu vi o tempo que passa, mas não parece passar...
Eu vi outro menino tentar sobreviver, ser mal amado, ser segregado, ser julgado, ser assassinado...
Eu vi o futuro do Brasil estagnar.

Antônio Freire, Natal-Rn, 06/05/2005.



por Lalá Fernandes * 2:53 AM
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[Sexta-feira, Maio 06, 2005]

VOCÊ TEM FOME DE QUE?

Palavras como fartura não fazem parte do vocabulário de todos os locais do mundo. A dor da vivência humana é acentuada por vários problemas de cunho sócio-econômicos, dos quais podemos citar a pobreza e a fome. Sendo a fome, o mais grave.

Estamos vivienciando momentos de desnutrição moral, social, política, desnutrição do corpo e da alma. Estamos com fome de amor, fome de inteligência, fome de caridade, fome de sabedoria, fome de vida. Não aguentamos mais ser esponjas, absorvendo os fatos pouco nutritivos do mundo, que apenas pioram nossa vontade de alimento.

Crianças nos países africanos vivem no mundo de sub-nutrição, quando seus ossos são mais aparentes que a beleza dos seus inocentes olhares. Deitadas no solo quente, confundem-se com carcaças de animais podres, e chegam até a dividir comida com urubus famintos. Aquelas crianças sentem fome de comida, e sentem fome de esperança. Pois sabem que enquanto existir ganância no mundo, elas não terão um prato de comida.

Pessoas no Iraque choram à morte de seus parentes mortos pelo exército americano. Pessoas assustadas protegem seus filhos, suas casas, suas vidas. Vampiros com sede de sangue marcham nas ruas e oprimirem todo um país, onde a paz passa longe, e sequer manda lembranças. No Iraque o povo tem fome de paz, de sossego e de piedade.

Os negros são obrigados a sentir sua dignidade ferida e escutar ofensas sobre sua cor. A burrice de muitas pessoas faz com que seus olhos se assustem com uma diferença de pele e não aprofundem suas análises ao coração. A maioria dos negros é pobre, a maioria dos pobres é negra. Coisas muito piores não assustam as pessoas, mas a cor assusta. Os negros, sentem fome de compaixão, sentem fome de igualdade.

Agora se você ainda nunca teve vontade de matar a fome das pessoas, você também tem fome. Fome de visão. Não devemos achar que o nosso papel no mundo é de francos observadores dos problemas sociais. Não devemos pensar so em nossa fome, devemos compartilhar nossos estômagos e além de tudo, nossos corações. Não tenha fome de consciência, nem de atitudes.

Afinal, você tem fome de que?

Túlio Dantas




por Lalá Fernandes * 8:22 PM
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[Sábado, Abril 30, 2005]

MIDEIMAL = Alecrim Climatizado

Tudo bem, é novidade, Natal em PESO se dividiu em 3 e revezou os turnos pra visitar o novo shopping, que a meu ver, vai continuar lotado até o próximo mês, que é quando o povo vai se tocar de que acabou o dinheiro e os pais dos "boy" vão perceber que o filho já gaseou 3 semanas!

Quem foi visitar o MIDWAY MALL quarta (todo mundo?) sabe bem do que estou falando. Me encontrei com nossa colega Jordana e compartilhamos momentos incríveis como: a superlotação do Gamestation, onde a concentração maior era na máquina de dança. Gente, se toca, essa máquina não é novidade e só agora que vocês resolveram dançar nela?? Sou mais o "Pega a minhoca louca" (nome batizado por mim! Eu sei, Obrigada!) e o brinquedo "corrida de cavalo". Apesar da discordância de Jords, eu adorei! Não que eu tenha usufruído deles.. ainda... ¬¬ Além disso, outra incredulidade foi a MEGAFILA de esfomeados no, nada mais nada
menos que: MISTER PIZZA!! Eis que Jordana comentou o que era a mais pura verdade: "Ninguém NUNCA come no Mister Pizza." É, levando em consideração o Natal Shopping e o absurdo do aumento do preço da fatia...

Mas o MAIS incrível de TUDO, foi a presença massiça de "estudantes" uniformizados, foi o "Jern's encontra Feira de Ciências" do ano!! Superávite em todos os sentidos, incluindo no valor da maioria dos produtos. Venhamos e convenhamos, esse shopping é pra gran-fino gastar dinheiro, e liso frequentar a praça de alimentação! Com exceção da Riachuelo, C&A e Marisa (e olhe lá!).

Não vamos descartar a revolução de contratação de jovens na área de vendas! Encontrei foi gente conhecida lá trabalhando. O pessoal deu chance pros "recém-universitários-cheio-de-tempo-livre" fazer algo de útil além de estudar (o que seria o meu caso.. ¬¬) Esperemos a inauguração do cinema pra rever os fatos!

Já falei demais! Me encontro com vcs no Shopping...

Catarina Doolan
Vulgo: Cats



por Lalá Fernandes * 12:36 PM
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[Domingo, Abril 24, 2005]

Nos sinais, nos canteiros, nas esquinas...


A realidade cruel da desigualdade social e da miséria, no Brasil, não está limitada à vida nas favelas. Pelo contrário, embora, nestas, seja possível enumerar todas as incongruências que firmam a precariedade da sociedade brasileira e a permanência do país na categoria de terceiro mundo, também é possível observar o esforço e a determinação de muitas pessoas para que possam melhorar seu estilo de vida e crescer profissionalmente e culturalmente, na medida em que lhes for possível.

Deste modo, percebe-se a existência de duas realidades que se opõem rigidamente nas favelas e seu contraste, às vezes, passa despercebido pela população em geral, que se determina em julgá-las como sendo uma só. Por um lado, tem-se o homem e a mulher, ambos trabalhadores duros que passam a maior parte de suas vidas lutando para conseguir dar algo de valor para seus filhos; por outro, existem aqueles que simplesmente aceitam sua realidade como sendo concreta e imutável. Ou seja, desistem de procurar empregos, vivem do dinheiro dos outros e suas vidas diárias se resumem à conversa com o vizinho ou uma "Kaiser" na mercearia.

Embora nada seja mais degradante do que, a caminho do trabalho, às 2h da tarde em plena segunda-feira, passar por um "buteco" e perceber que este está lotado de desocupados tomando cerveja como se fosse sexta à noite, ainda existe algo mais reprovável que está, cada vez mais, se tornando uma inconveniência e (mais) uma vergonha para o Brasil: o crescente número de pessoas pedindo esmola nas ruas. Hoje em dia, pedir esmola virou um tipo de "emprego alternativo". À cada dia, mais e mais pessoas se reúnem em esquinas e sinais para pedir esmola. Como se já não bastasse o fato de estarem lá pedindo dinheiro, ainda levam seus filhos (ou filhos dos outros, como acontece) para criar um sentimento de pena nas pessoas que passam de carro. O que é ainda mais abominável. A que ponto iremos chegar, assim?

Muitos se perguntam por que, de repente, o número de "esmoles" aumentou tão rapidamente e por que, a cada dia, mais e mais pessoas se involvem neste retrocesso. Por que? Pergunte-se: em uma semana, quantas vezes você dá umas moedinhas para um menino de rua, de dentro do seu carro? Ah... Mas tem gente que não dá esmola. Tudo bem. E para o sujeito que guarda seu carro quando você estaciona em algum lugar? Todo mundo colabora, de algum jeito. Quanto mais crianças vemos nas esquinas, mais pena temos, quanto mais pena temos, mais decidimos dar algum troco para as mães, e quanto mais dinheiro as mães conseguem arrecadar, mais crianças elas levam para ajudar na tarefa. É um ciclo infinito que só acabará com a total erradicação das crianças e adultos nas ruas e a proibição, por lei, de permanência dos mesmos nos sinais, nos canteiros e nas esquinas. De uma maneira mais poética, quando deixarmos de utilizar o termo "menino de rua" e passar a dizer, apenas, "menino".

Já foram feitas inúmeras pesquisas destinadas a descobrir por que é mais viável pedir dinheiro do que procurar um emprego, por mais que o salário seja justo. Todos já viram ou ouviram falar de um e-mail que esteve circulando o Brasil inteiro, nestes últimos 2 anos, esquematizando como funciona a vida financeira de um "pastorador" de carros. Segundo as contas feitas pelo autor do e-mail, um "pastorador" de carro arrecada, no final do mês, em torno de mil reais. Analisando a fundo a estrutura da profissão que este exerce, percebemos alguns aspectos interessantes e absurdos. Primeiro, o "pastorador" pode ser considerado um funcionário público-independente, já que presta serviços à toda população e não está vinculado a qualquer instituição privada (nem pública, na verdade). Segundo, faz de qualquer vaga em uma rua seu local de trabalho, ou seja, algo que é de domínio público, passa a ser posse do "pastorador" que aluga, por certo tempo, tal vaga à motoristas em troca de algumas moedas. Por fim, terceiro e mais absurdo, a invasão de estacionamentos privados, onde também estão se cobrando "gorjetas" em troca de "uma olhadinha aê, patrão".

A maior desgraça é que, se quisermos manter nossos carros livres de arranhões e pneus furados, temos que aceitar de bico fechado.

No caso dos pedidos de esmola nas esquinas, o padrão é basicamente o mesmo. As pessoas que andam de carro (ou moto e afins) já estão tão acostumadas a dar um trocado para o menino ou o velhinho da esquina, que não percebem que estes sempre voltam pelo simples fato de que sabem que vão ganhar. Isto, além de apenas encorajar mais pessoas à se aglomerarem nas ruas, é injusto com as crianças. Todas as crianças têm o direito à comida, casa, educação e, também, a dormir. Cito isso, pois já fui abordada por três crianças, nenhuma mais que 11 anos de idade, em um sinal, às 11h da noite, acompanhadas de sua mãe grávida carregando um bebê nos braços. Foi o ultimato necessário para confirmar meu único dogma: não dar esmolas. Afinal, o que levaria uma mãe, grávida, a levar seus filhos (inclusive seu bebê) a pedir dinheiro até tarde da noite, se ela já não soubesse, por experiência, que arrecadaria um bom montante? Não me preocupo com os adultos que pedem dinheiro. A maioria destes já se habituaram a este tipo de vida e provavelmente jamais irão procurar algum emprego. Já estão totalmente entregues à vida fácil de pedir dinheiro. No entanto, poderiam poupar seus filhos. Se não têm ou sabem o que os ensinar, que os mandem para a escola para que possam pelo menos se alfabetizar. Às crianças devia ser garantido todos os direitos que o estado alega terem, inclusive, o direito à infância e à juventude.

Quem não está cansado de toda esta realidade? O que podemos fazer para acabar com tudo isso? A qual político devemos clamar? A qual entidade, qual instituição? Não adianta. Nenhuma irá acabar com estes problemas. O governo está muito ocupado com as preparações para viagens internacionais e compras de bebidas alcoólicas para o Presidente da República e as entidades privadas só apóiam causas que lhe tragam algum benefício financeiro direto. E, já que não há empregos o bastante para todos, é bom que fiquem pedindo, por enquanto. É mais conveniente para o Presidente.

Ou seja, por enquanto, não há solução e, já que não há para onde correr, continuarei a seguir rigidamente meu dogma (e aconselho a todos a fazerem o mesmo):

NÃO DÊ ESMOLA!


Larissa Fernandes



por Lalá Fernandes * 2:37 AM
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[Quinta-feira, Abril 21, 2005]

Resenha Jornalística
Existe coisa mais louca que isto?


Resenha grande foi a calourada da turma de jornalismo 2005.1, que ocorreu Domingo, dia 17 de abril, no Condomínio Dorian Gray. Apesar de vários acontecimentos chatos, a festa foi bastante legal. Havia muita cana, quer dizer... muito chopp, vodka e cerveja. Tinha calouros que não saíam do lado da máquina de chopp e outros que estavam competindo para ver quem acabava o barril primeiro. Não havia um só calouro sóbrio! Quer dizer, só Giovani, o resto ainda está se recuperando da ressaca física e moral. Ou seja, bebida não faltou.(Qualquer falha na história, perdoem-me, eu também estava bêbo!).



Lógico que o churrasco não se resumir à bebida, à quem havia bebido e à quem estava bêbado. Outros estavam mais preocupados com outro tipo de entretenimento. Altos beijos calientes foram trocados (para não chatear os envolvidos nestes beijos, não vamos citar nomes, portanto, Toín, Menne e Lí, não se preocupem... ninguém vai saber de nada...). Houve, também, uma tentativa de assassinato por parte da veterana Claudinha ao nosso amigo calouro, Thiago César, após o mesmo ter feito várias tentativas frustradas de flertá-la...

Pena que nossa amiga Daia foi barrada na porta e perdemos a chance de desfrutar da sua companhia (ficamos muito tristes). Também sentimos falta da nossa amiga Larissa, que estava em Recife. Outro acontecimento chato foi que todos nós fomos expulsos do condomínio mais cedo (por causa de certos peixinhos que precisavam nadar). Sem comentários quanto ao gosto musical da galera que mandava no som. Mas..... Jogando para tudo para cima e deixando cair, foi legal.

-- Diego César


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Quem tiver poesias, histórias, reportagens, críticas... Mandem pra mim, por favor!! Vamos divulgar nossos trabalhos!!
Valeu, povo!
Larissa



por Lalá Fernandes * 7:08 PM
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[Sexta-feira, Abril 08, 2005]


Crítica à música? Não... Crítica àqueles que escutam...
É bem difícil fazer uma crítica à música. Não existe começo, não existe fim. Existe apenas o que está em evidência agora, o que está tocando na rádio, o que está na moda. Se fôssemos tentar avaliar o conceito de música em geral, incluindo todos os estilos, de todas as nacionalidades e em todas as épocas, estaríamos nos condenando a uma vida reclusa de estudos e pesquisas que, ainda assim, não seria o bastante para podermos terminar tal análise.

Sendo assim, deixemos de lado tudo que não for referente ao mundo da música na atualidade. Afinal, é relativamente impossível conceber que a música já tenha vivido uma era tão marcada pelo surgimento de músicos tão medíocres, sejam amadores ou profissionais, como essa em que estamos agora. A música, de repente, deixa de ser prazer, paixão e estilo de vida e passa a ser apenas mais uma profissão, uma necessidade de sobrevivência e, como nós todos já sabemos, "ninguém ganha dinheiro com música".

Os bons músicos, aqueles que nascem com o dom, com a palavra, a poesia, a harmonia, a chance de criar algo de valor, nunca recebem o reconhecimento adequado. "Ralam" como loucos para se inserir na indústria musical e compartilhar com a população um pouco de cultura e bom gosto e são abarrotados por artistas "moldados" pelo sistema que abdicam de sua dignidade e respeito próprio para criar música estritamente comercial e a base de clichês. O pior é que a população aceita.

O que toca na rádio, afinal? Não se trata das poucas e raras estações que tocam MPB e outras minorias. Estas, por terem um repertório mais seleto, são as que têm menor audiência, pois não agradam à maioria da população. Talvez isto aconteça pelo fato de que a maior parte do público ouvinte da rádio seja pertencente a uma classe social mais desfavorecida. Mesmo assim, é evidente que a maioria das estações - lembrando que estas são as de maior audiência - tocam o famoso "Lixo Popular Brasileiro". Ou seja, músicas criadas a partir de melodias repetitivas e simples (tornando-as fáceis de serem decoradas e lembradas), letras sem nenhum teor cultural ou emocional, linguagem coloquial e popular, exagerado uso de clichês, entre outros. Enfim, completa falta de criatividade e originalidade

Mais vergonhoso do que as músicas em si são as bandas que as produzem e divulgam. Hoje em dia é quase impossível distinguir bandas de axé, pagode, forró e funk entre si. As danças são todas iguais, os repertórios sempre são covers de bandas mais famosas, as vozes dos cantores de bandas diferentes são tão semelhantes que ninguém percebe mais quando uma banda termina de tocar e a outra começa. As pessoas realmente gostam disso?

É, é deprimente. Este tipo de lixo cultural não só é aceito, como também é encorajado. É só fazer uma simples pergunta: quais os eventos que mais lotam no Brasil, em geral? Se fosse realizada uma pesquisa nacional, o resultado mostraria que shows de pagode, axé, forró, carnaval fora de época, vaquejadas, entre outros, não só são os mais comuns, mas também são os que atraem maior público. Festas deste nível já viraram ponto de encontro para adolescentes e jovens em geral. E o pior é que nem todo mundo gosta, mas todo mundo vai. É regra geral.

E o que acontece com os músicos de verdade, aqueles que realmente são dotados de talento e musicalidade? Ninguém sabe. Tocam em barzinhos pequenos para poucas pessoas ou em pubs underground. Não há divulgação, e mesmo se houvesse, não haveria público. O famoso rock alternativo local é um bom exemplo disto. Bandas de vários estilos de rock se juntam para tocar músicas próprias, geralmente boas e de altíssima qualidade, e as pessoas não querem gastar dinheiro com ingressos caros para ouvir músicas que não conhecem. Não compram tais ingressos porque preferem pagar mais caro para escutar músicas da moda, conhecidas, ultrapassadas e irracionalmente idolatradas ao invés de músicas originais, trabalhadas, com conteúdo de verdade e letras e melodias diferentes. Então, as bandas alternativas são isoladas cada vez mais e acabam fazendo parte do cenário de rock underground. Só comparece às apresentações quem gosta mesmo do estilo e está antenado à propaganda boca-a-boca. Enquanto isso, o pagode rola solto em alguma casa de show grande no outro lado da cidade, com bilheteria esgotada e cambistas vendendo ingressos a 50 reais. E as pessoas pagam mesmo.

Por que será que insistimos em infestar nosso intelecto com toda essa poluição sonora? Existe uma teoria simples: sábado à tarde, sentado numa mesa com amigos, conversando besteira e contando piadas, assando churrasco e tomando cerveja, qual seria a trilha sonora ideal? A resposta é curta e direta: um pagode, ou um forró, ou algo parecido. Não tem explicação. É apenas mais um clichê e, querendo ou não, nós todos o seguimos. Deixamos de lado nosso verdadeiro gosto musical para compartilhar uma festa, ou um churrasco, ou um show qualquer destes estilos com amigos. E acabamos nos acostumando. Passamos a comparecer a todos esses eventos. Pagamos caro, nos vestimos de acordo com a moda, decoramos as letras das músicas, aprendemos as danças e, gradualmente, vamos perdendo a noção de cultura.

Nada disso é regra rigidiamente geral. Não tem como ser. Mas, definitivamente, atinge grande parcela da população. Começa com poucos e, gradativamente, mais pessoas vão aderindo ao "movimento do lixo popular brasileiro". E quanto mais pessoas se deixarem levar por essa nova tendência musical, mais bandas artificiais e corrompidas aparecerão para continuar este ciclo vicioso e infinito. É um processo inevitável.

Aonde iremos chegar, deste jeito? Sempre ouvimos e até dizemos que a música brasileira está em estado de decadência e não sabemos como isto aconteceu. É fácil. Nós permitimos. Nós somos os culpados. Vivemos criticando o exagero de bandas medíocres e ordinárias no cenário nacional e, no entanto, acabamos nos tornando escravos das mesmas.

Tanto a população em geral como cada indivíduo, são responsáveis por todas essas transformações na indústria musical. Afinal, nenhuma banda tocaria as músicas ofensivas, hostis, preconceituosas, falsas, sem sentimentos e vulgares que tocam se não houvesse público determinado à ouvir. A culpa não é de quem faz, e sim, de quem escuta.

Será que não está na hora de escutarmos algo diferente?



-- Larissa Fernandes

por Lalá Fernandes * 10:37 PM
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Apelo à educação no Rio Grande do Norte
"Um país sério se constrói com homens e livros"

Citou, certa vez, esta célebre frase o prodigioso Monteiro Lobato. Contudo, a atual situação do ensino público brasileiro e principalmente no Rio Grande do Norte, não condiz a ilustre frase citada por este homem, o qual sempre priorizou o ensino como direito fundamental e meta de desenvolvimento individual, social e econômico de um país.
Chamo a vossa atenção, ilustríssimo leitor, para o martírio por que vem passando o ensino público no estado do Rio Grande do Norte. O descaso com o salário dos professores, por parte dos nossos governantes; a falta de infraestrutura adequada nas escolas; a falta de material escolar básico como: livros, carteiras, quadros, giz, material de limpeza etc... Segue a lista com inúmeras deficiências. Eu mesmo tomei a liberdade de visitar uma escola pública próxima da minha residência e fiquei estonteado com as precárias condições do sistema público de ensino. Isso, ilustres leitores, é só o começo de tão vergonhosa situação.
Aparece no horário nobre a governadora do nosso estado a "Professora" Wilma Maria de Faria para falar utopias e tentar justificar a deficiência do ensino público no estado com obras e projetos que não saem do papel. Não se lembra ela que como "Professora", supostamente, deveria conhecer as necessidades e anseios da estrutura pública de educação para trabalhar e investir nesse setor de forma adequada, através de políticas sérias e com uma equipe de governo competente.
Com certeza todos os meses a "Professora" Wilma Maria de Faria, que obviamente não vive de seu salário de professora, embolsa seu salário de governadora, além de usufruir de todos os benefícios que um chefe de Estado "tem direito", tais como: passagens aéreas, verba de gabinete, verba para manutenção da residência oficial, veículos e combustível farto etc...
Estranho o fato dela, governadora que sempre carregou a bandeira do PSB (Partido Socialista Brasileiro) e que mantém uma forte aliança com governo federal do PT; logo ela que se diz defensora dos pobres e oprimidos (o Robin Hood do RN), que se diz perseguida pelos caciques e poderosos da política do RN, que venceu as eleições pela vontade do povo e a graça de Deus; logo ela que se julga tão íntegra e justa, "a guerreira"...
A guerreira que luta, tão somente, por seus interesses próprios e esporadicamente pelos que lhe puxam o saco, que a todo custo quer se manter no poder para reinar absoluta, soberana, tudo isso sem se preocupar com as políticas sérias de inserção social como a educação, por exemplo.
Passem a se perguntar se a governadora, dentro da sua suposta integridade, colocaria um filho(a) ou neto dela para estudar em uma escola pública. Isso é fato! A resposta é NÃO. Ela tem consciência dos defeitos da estrutura do ensino público, mas para ela é conveniente que seja assim. Ela não vai perder nada mesmo.
Não gostaria que Monteiro Lobato desfrutasse do atual momento por que vem passando o nosso sistema público de ensino. Com absoluta certeza ele faria o mesmo que estou fazendo agora, lastimar. À governadora Wilma Maria de "Faria" (que nada fez), eu só suplico a Deus pelo imediato término de seu desastroso mandato, talvez assim o Rio Grande do Norte possa se livrar desse fardo tão pesado e passar a viver uma era com governantes que governem com competência e integridade.

Antônio Freire, estudante de jornalismo, entediado com a falta de moralidade e descaso do governo Wilma de Faria.



por Lalá Fernandes * 12:15 AM
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[Quinta-feira, Abril 07, 2005]

Inaugurando...

Bom, eu pensei, inicialmente, em fazer uma introdução oficial. Talvez um ensaio jornalístico, uma crítica, uma piada, uma história, sei lá. Algo do tipo. Mas fiquei com medo de ficar algo chato, desinteressante ou entediante. Então, decidi pedir sugestões a meus colegas e estes sugeriram que eu falasse da nossa turma, dos apelidos, resenhas e tal. O problema é que eu acredito que este blogger seria mais interessante se abrangesse a turma de jornalismo como um todo. Todos os períodos, ex-alunos, professores e assim por diante, e não só a nossa turma (2005.1). Embora tenha certeza de que os componentes da nossa turma tenham muito a declarar, acredito que este blogger ficaria bem mais rico com colaboração de todos. Então, seguindo esta linha de pensamento, vou deixar aqui algumas palavras introdutórias e espero que todos gostem e comecem logo a participar.


Nunca fui de ler jornais. Não assisto o Jornal Nacional nem muito menos as telenotícias locais. Quando leio revistas, passo direto das seções de política e economia direto para as seções de cultura e crítica. Ou seja, em matéria de NOTÍCIAS, eu sou mais leiga do que café com leite. Aliás, quando disse ao meu pai que (além de publicitária) queria ser jornalista, ele não acreditou. Afinal, uma pessoa que tem tanta aversão à notícias de política, economia, etc, não tem como se tornar uma boa jornalista. Nossa, já estou falando de mim mesma. Calma, tem um motivo. Já chego lá.

Não acredito que o que defina um bom jornalista seja o que ele(a) lê em jornais ou vê em noticiários. Afinal, não faço nada disso e sei que Lula não é um bom presidente, que a economia do país tá uma merda, que o país está endividado (que novidade!!), que temos miséria e fome, que "a novela das 8" é um sucesso, etc. Ao meu ver, cada pessoa vem carregando desde pequeno uma bagagem de informações que, ao longo dos anos, vai formando sua "identidade cultural" (alguém andou prestando atenção nas aulas de "Cultura Brasileira"). Lemos livros, assistimos televisão, conversamos com amigos, ouvimos música. Tudo isso contribui para nossa formação. Um "bom" jornalista é aquele que, juntando sua "formação cultural" e experiência universitária, consegue expor para o mundo suas idéias (e fatos concretos da sociedade), contribuindo para o acúmulo massificado de informação.

Nessas duas primeiras semanas de aula, já pude perceber que temos, em nossa sala, pessoas inteligentes, cultas, engraçadas, divertidas. Todos tem algo especial e uma faísca de talento. Tenho certeza que dalí irão brotar grandes jornalistas, escritores, colunistas (lembrem, pessoal, que colunista não quer dizer "colunista social", existem vários tipos de colunistas). Será uma grande trajetória para todos nós (não só nós, calouros, mas também os estudantes de períodos avançados e até já formados), temos muito a aprender e muito mais a contribuir.

Vamos, então, seguir este caminho que está se abrindo para nós, com muita alegria e entusiasmo. Pelo visto, serão quatro anos de trabalho duro e muita curtição. Tudo em seu devido momento, lógico (e as vezes, não, né veteranos?).

O ano já começou bem. Participamos (nós, calouros) do trote esta terça e foi ótimo. Pedimos dinheiro nas ruas como mendigos, nos humilhamos para a alegria dos veteranos, levamos ovadas, margarinadas, cafezadas, meladas, ketchupadas, e tudo com um grande sorriso no rosto. No final, ainda nos deram um pouco de cerveja e vodka! Afinal, merecíamos, né? O próximo passo é a calourada. Aí sim, vai ser resenha digna de aparecer no Jornal Nacional. Fátima Bernardes já entrou em contato!

Então, tendo dito isso tudo, dá para perceber que eu espero muito de todos vocês! Tanto na faculdade, quanto nas farras, quanto aqui, neste blogger. Espero que cada um possa contribuir de alguma maneira, deixando idéias, artigos, fatos interessantes. Este blogger será como um diário de nossas vidas universitárias e profissionais. Vamos colaborar!

Desejo uma boa jornada a todos. A vida nos espera, nos aguarda. Vamos batalhar e brincar, e, quando nos formarmos, nunca vamos esquecer de todas as amizades que fizemos! Carpe Diem!

Um beijo e um abraço de uma colega que está pronta para tudo: noites a fio estudando, noites viradas bebendo e sempre muita alegria!

Larissa Fernandes - futura publicitária e jornalista, desenhista, escritora, compositora, guitarrista, cantora, capoeirista, sonhadora, crítica, rockeira, assinante da Revista MTV, bloggeira, flogueira, louca, apaixonada pela vida, amiga, frequentadora assídua de praia, polêmica, chata, legal, "do contra" e sempre muito feliz!




por Lalá Fernandes * 2:12 AM
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[Terça-feira, Abril 05, 2005]

Logo de cara, já vou introduzindo alguns JornaLoucos da nossa turma. Na foto (que segue, logo abaixo) estão:
Antônio (Toín), Diego, Thiago (com "H"!!), Felipe (um só veterano entre tantos calouros... ô veterano corajoso) e Wallace (Válha-ci!!)...

Pessoal, gostaria de mencionar que não só hoje é o dia do primeiro post deste nosso blogger, como também é uma data especial de tamanha importância que, se eu fosse Presidenta da República, a declararia Feriado Nacional (e, posteriormente, Internacional, Interplanetária, Intergaláctica, etc). Estão curiosos, já? Então eu digo: hoje é o aniversário do nosso querido amigo e colega de sala, THIAGO CÉSAR, que completa 19 anos de idade. Quem diria, né? Com essa carinha de menininho inocente, ninguém diz que esta figura já é modelo 1.9!!

Bom, a homenagem foi feita. Depois escreverei um texto mais condizente com o propósito deste blogger, para inaugurá-lo corretamente. Aceito sugestões.

Ah! Mais uma coisa, este blogger é um espaço para todos nós. Para divulgar o que escrevemos, pensamos, compomos, criticamos, as resenhas que fazemos, as biritadas que damos, conversas bestas que ocorrem no nosso cotidiano e mil trezentas e oitenta e nove trilhões de outras coisas. No futuro, espero que cada um possa postar por si só no site, sem ter que passar tudo para mim antes. Mas, por enquanto, eu e Thiago estamos encarregados de atualizar isso aqui, ok?

A inauguração NÃO-OFICIAL do blogger foi feita... A OFICIAL virá logo, logo. Um beijo, pessoal. Já estamos esperando contribuições de vocês!






por Lalá Fernandes * 12:02 AM
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